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Painel debate padronização em identidade acadêmica


A necessidade de criar padrões de interoperabilidade para uma melhor gestão dos métodos de autenticação e certificação digital foi o alvo da discussão do painel Identidade Acadêmica, que contou com a presença de Jean Martina, do International Civil Aviation Organization (ICAO), Marco Aurélio Henriques Amaral, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e João Paulo Foini, da ICP-Brasil no estado de São Paulo, com a mediação do coordenador do Comitê Técnico de Gestão e Autorização de Identidade da RNP, Ricardo Custódio.

O professor de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp e ex-coordenador de TI da instituição, Marco Aurélio Henriques, mostrou sua experiência na adoção de um sistema de smartcards para identificação funcional e estudantil. Entre as funcionalidades do cartão, estão o controle de acesso a bibliotecas, laboratórios e locais restritos, crédito e débito de refeições nos restaurantes universitários, registro de horários de entrada e saída para controle de turnos nos hospitais, ponto eletrônico e controle de empréstimos de notebooks. O sistema, adotado em 2004, chegou a ter 62 mil cartões ativos.

Segundo Marco Aurélio, o smartcard com software livre adotado pela Unicamp teve algumas dificuldades. “Nem sempre conseguimos integrar os softwares aos cartões, além da resistência do banco que fez convênio com a universidade em fornecer a chave-mestra necessária”, afirmou.

Já Jean Martina, do International Civil Aviation Organization (ICAO), entidade que visa o crescimento ordenado da aviação civil mundial, e João Paulo Foini, da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), defenderam a padronização de uma identidade acadêmica única. “Identificar as pessoas é uma necessidade. Se vamos investir recursos para isso, por que não criar um padrão?”, questionou Jean Martina.

Para o mediador da sessão, Ricardo Custódio, “a questão não é adotar um cartão único, mas que cada instituição crie padrões de interoperabilidade para que seus usuários podem usá-lo em outros locais”.